Touca hipotérmica impede queda dos cabelos durante a quimioterapia por Qual Farmácia

Touca hipotérmica impede queda dos cabelos durante a quimioterapia

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a cada ano mais de 12,7 milhões de pessoas no mundo são detectadas com câncer. E, mesmo com o difícil diagnóstico, os pacientes ainda têm que enfrentar a parte mais cansativa do tratamento de quimioterapia: os efeitos colaterais. Uma das preocupações mais temidas nesse estágio, principalmente para as mulheres, é a queda dos cabelos.

Pensando nessa questão, pesquisadores da área oncológica analisaram um dispositivo capaz de reduzir a perda dos cabelos em casos de alopecia (doença em que há rápida e repentina queda de cabelos).

Nesse sentido, essa tecnologia denominada SCALP, (Scalp Cooling Alopecia Prevention) se tornou também uma opção para ser utilizada durante a intervenção quimioterápica. Trata-se de uma touca que abaixa a temperatura do couro cabeludo, e, assim, evita que a medicação usada durante esse tratamento não atinja a região capilar, o que preserva o cabelo.

Como funciona

Cerca de 30 minutos antes da aplicação do medicamento na veia, o cabelo do paciente é umidificado com água gelada. Depois, a touca é colocada a uma temperatura de -20°C. Vale ressaltar que, dependendo do tipo de medicação, o paciente pode precisar trocar a touca a cada meia hora, podendo chegar a trocá-la até oito vezes durante a sessão da quimioterapia. E ainda, a recomendação é que após a sessão, o paciente continue com ela por mais 30 minutos.

Estudos recentes

Um estudo apresentado, no último ano, durante o San Antonio Breast Cancer Symposium (SABCS), o mais importante evento mundial sobre câncer de mama que ocorre nos Estados Unidos, avaliou a eficácia e a segurança do uso desse método. Na perspectiva da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), o resultado da inovação foi positivo.

Segundo o portal da SBOC, cerca de 65% das pacientes que enfrentavam o câncer de mama, não tiveram queda de cabelo. No entanto, o oncologista clínico Gilberto Amorim, membro da Comissão Ética da SBOC, alertou que o equipamento não é algo que poderá ser utilizado para todos os tipos de câncer e que nem deve funcionar para todos os pacientes.

Cuidados

Apesar de ser útil para prevenir a perda dos cabelos, a técnica pode gerar incômodos. Além de poder sentir dores de cabeça, o paciente também pode ficar com o couro cabeludo bastante sensível. Tendo que, inclusive, evitar lavar o cabelo com água quente pelas duas semanas seguintes ao uso do SCALP.

O método também pode ser contraindicado para quem tem câncer hematológico, como linfomas e leucemia, bem como para aqueles que possuem algum tipo de alergia na região capilar. Por isso, é essencial buscar a orientação médica para aproveitar ao máximo essa nova terapia preventiva.

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