Polivitamínicos: quando e como se deve ingeri-los? por Qual Farmácia

Polivitamínicos: quando e como se deve ingeri-los?

Cabelos sedosos, pele viçosa, unhas saudáveis e corpo bem nutrido. Esse seria um lema ideal para uma propaganda, se eu não estivesse falando sobre os benefícios de uma alimentação rica e equilibrada. Hoje, muitas pessoas se preocupam com a qualidade e a quantidade dos alimentos que ingerem, pensando apenas na questão física e estética. Mas se esquecem da importância dos nutrientes para a manutenção do organismo.

Nesse contexto, tem sido cada vez mais recorrente o número de pessoas com um déficit nutricional, ocasionado pela baixa ingestão de vitaminas e outras substâncias essenciais para a nutrição e o fornecimento de energia do corpo. Por esse motivo que os polivitamínicos são grandes aliados na rotina alimentar, pois eles funcionam como um complemento para aquilo que está faltando.

Quem pode usar?

Os polivitamínicos são indicados para pessoas que por algum motivo não conseguem ingerir todas as vitaminas necessárias para o organismo no dia-a-dia. Os vegetarianos e veganos, por exemplo, podem precisar repor a vitamina B12, que normalmente está presente em alimentos de origem animal.

Ou ainda, idosos e mulheres que estão mais suscetíveis à osteoporose (uma doença que provoca a perda de massa óssea) podem suplementar a deficiência de cálcio, um mineral que ajuda na formação dos ossos. As crianças que têm uma dieta pobre em nutrientes ou, até mesmo, atletas que passam por restrições alimentares, desde que façam acompanhamento médico, devem fazer uso desse tipo de complemento.

Porém, é relevante salientar que cada organismo possui a sua individualidade, e que carências nutricionais precisam ser investigadas caso a caso para detectar quais micronutrientes (vitaminas e minerais) estão em falta ou em excesso.

A hipervitaminose e os efeitos colaterais

Assim como os medicamentos, o consumo indiscriminado dos polivitamínicos também podem gerar problemas à saúde, entre elas está a hipervitaminose. Esse distúrbio, apesar de raro, acontece devido a um envenenamento mais grave por conta da ingestão das vitaminas A e D, provocando sintomas severos, como pele seca, queda parcial das sobrancelhas e a diminuição e danificação dos cabelos.

Outro exemplo que, em doses exageradas, causam danos sérios ao corpo é o ferro. Em excesso, essa substância pode se acumular em órgãos como coração, fígado e pâncreas, podendo ocasionar complicações como o aumento de gordura, a cirrose (uma doença crônica do fígado) e até câncer.

Boas práticas farmacêuticas

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) permite a venda de polivitamínicos em farmácias e drogarias sem prescrição médica, desde que não estejam numa dose extrapolada. Se estiverem numa dose acima da recomendada por dia são considerados medicamentos e, assim, devem ser prescritos por um médico.

Por isso, durante a compra deste tipo de complemento, é sempre importante a orientação farmacêutica. A faixa etária do paciente, o melhor horário para a ingestão e a dose diária devem ser indicados por um profissional. Além disso, vale ressaltar que os polivitamínicos não substituem a alimentação natural.

Dessa forma, é indispensável a adoção de uma alimentação balanceada rica em legumes, verduras, frutas, carnes e cereais. Quanto mais colorido for o seu prato, maior será a diversidade de nutrientes que o seu organismo irá absorver! Assim, você poderá obter todos aqueles benefícios que citei lá em cima para ter um corpo esbelto e saudável.

Priscilla Queiroz – Farmacêutica

(CRF DF – 6253 |CRF GO – 15057)

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