Pintas perigosas: como identificar os sinais do câncer de pele por Qual Farmácia

Pintas perigosas: como identificar os sinais do câncer de pele

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), embora o câncer de pele seja o mais frequente no Brasil, correspondendo a 30% de todos os tumores malignos, o melanoma representa apenas 3% do tipo letal. No entanto, poucas pessoas conseguem reconhecer os primeiros sintomas do seu aparecimento.

Normalmente, inicia-se com uma pinta e, apesar de nem todas serem perigosas, a sua evolução deve ser analisada por um dermatologista. A detecção precoce além de aumentar as chances de tratamento, também pode auxiliar na melhora da qualidade de vida do paciente diagnosticado com melanoma. Contudo, a princípio, que tal aprender a diferenciar o que é pinta e sarda e entender quando você se deve preocupar?

O que é uma pinta?

Existem várias lesões cutâneas que são comuns e benignas (não cancerosas). Estas condições incluem manchas, sardas, nevos (conhecidos popularmente como pintas ou sinais) e ceratoses seborreicas (verrugas). Os nevos são geralmente castanhos ou pretos e podem aparecer em qualquer lugar da pele, sozinhos ou em grupos. Às vezes, desenvolvendo pelos.

A maioria dos nevos aparece na infância e durante os primeiros 25 anos da vida de uma pessoa. É normal ter entre 10-40 nevos pela idade adulta.  Assim, à medida que os anos passam, eles geralmente mudam lentamente, aumentando e/ ou mudando de cor ou até desaparecendo.

Diferença entre sardas e pintas

Na nossa pele existem células chamadas de melanócitos, que produzem pigmento. Quando essas células são hiperestimuladas, produzimos mais melanina do que o normal, podendo favorecer o aparecimento das sardas.

As sardas podem parecer bonitas e atraentes para algumas pessoas, que percebem pequenas manchas nos ombros, bochechas e nariz. Outros se sentem atormentados pela quantidade excessiva de manchas cobrindo seus corpos. Mas cuidado: as sardas são um sinal de que a exposição ao sol está danificando nossa pele, o que significa que é hora de se proteger.

Existem dois tipos de sarda – as simples e as causadas por queimaduras solares. As sardas simples, também chamadas de efélides, geralmente são genéticas e caracterizam-se por manchas castanhas claras pequenas, redondas, do tamanho da cabeça de um prego na face. Já as causadas por queimaduras solares, chamadas de lentigos, são mais escuras, tem bordas irregulares e podem ser maiores. Estas são mais comuns no dorso superior e nos ombros, onde normalmente temos queimaduras mais severas.

Preste a atenção!

A grande maioria das pintas não são perigosas. As pintas que são mais propensas a ser câncer são aquelas que parecem diferentes de outros sinais existentes ou aquelas que aparecem pela primeira vez após os 25 anos de idade.

Se você notar mudanças na cor, altura, tamanho ou forma, você deve ir a um dermatologista para avaliá-lo. Se elas sangrarem, exsudarem (suar), doerem ou coçarem, também são indícios para procurar um especialista. Uma regra prática ao examinar seus sinais é o ABCDE:

Assimetria: quando uma metade da pinta não coincide com a outra metade;

Bordas: quando as bordas são irregulares, desfocadas ou diferentes;

Cor: quando apresenta múltiplas cores – marrom, preto, azul, branco ou vermelho;

Diâmetro: quando o tamanho é maior do que a ponta de um lápis;

Evolução: quando o sinal muda rapidamente de tamanho, forma ou cor.

Câncer de pele ou Melanoma?

Existem quatro tipos de câncer de pele.

O carcinoma basocelular é o tipo mais comum e normalmente aparece nas partes do corpo que ficam mais expostas ao sol, como cabeça e pescoço. Este tipo de câncer de pele não se espalha para outras partes do corpo.

O carcinoma espinocelular é o segundo tipo mais comum. Semelhante ao basocelular, também ocorre na pele mais danificada pelo Sol. Ao contrário das células basais, o de células escamosas pode se espalhar para outras partes do corpo.

O melanoma é a forma mais letal de câncer de pele e qualquer um pode tê-lo. O melanoma pode dar metástase para outros órgãos. Apesar de perigoso, quando detectado precocemente, tem uma alta taxa de cura.

Finalmente, há as ceratoses actínicas que são lesões pré-cancerosas que ocorrem nas áreas gravemente foto danificadas.

Cuide-se!

A melhor solução ainda é se prevenir! Por isso, aplique protetor solar quando sair de casa, mesmo nos dias nublados em toda pele que estiver descoberta pela roupa. Reaplique a cada duas horas ou após nadar ou suar. Use, no mínimo FPS 30, protetor solar resistente à água e que proteja a pele contra os raios UVA e UVB.

Procure sempre por uma sombra: lembre-se que os raios do sol são mais fortes entre 10h e 16h. Também vale proteger a pele com roupas com proteção UV, não esquecendo do chapéu de abas largas e dos óculos escuros.

Além disso, obtenha vitamina D com segurança. Isso quer dizer que é essencial adotar uma dieta saudável, que inclua alimentos naturalmente ricos em vitamina D, ou tome suplementos nutricionais. A exposição solar não é a única fonte deste nutriente. É importante salientar que o tão almejado bronzeado representa que a sua pele foi ferida.

Logo, se você está exposto à radiação ultravioleta do sol ou de camas de bronzeamento artificial, cada vez que você se bronzeia, sua pele sofrerá um dano, acelerando o envelhecimento cutâneo e aumentando o risco para todos os tipos de câncer de pele, incluindo o melanoma, a forma mais letal. Se você quer ter uma aparência bronzeada, considere o uso de autobronzeadores ou maquiagem, não esquecendo do uso do filtro solar.

E não se esqueça: procure um dermatologista, pelo menos, uma vez por ano para detectar sinais de câncer de pele. Um profissional capacitado poderá ensiná-lo a fazer também um autoexame para o reconhecer.

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