Pílula anti-HIV marca avanço na prevenção contra a doença por Qual Farmácia

Pílula anti-HIV marca avanço na prevenção contra a doença

Com o objetivo de reduzir ainda mais os casos de transmissão do HIV, a partir de hoje, o Brasil torna-se o primeiro país em desenvolvimento a implementar a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) como política pública. A data escolhida para lançamento desta iniciativa inclusive faz alusão ao Dia Mundial da Luta Contra a Aids.

Na prática, o novo método de prevenção ao HIV envolve a utilização de um medicamento antirretroviral, por pessoas não infectadas, para reduzir as chances de aquisição do HIV por meio de relações sexuais. Em estudos, a terapia se mostrou eficaz, se tomada todos os dias, já que o remédio bloqueia o ciclo de multiplicação do vírus, impedindo a infecção do organismo.

Como funciona

A pílula, mais conhecida pela marca Truvada, é composta pela combinação dos medicamentos Tenofovir e o Entricitabina, que junto a uma terceira substância, já fazem parte do coquetel de tratamento contra a doença há muitos anos. Assim, mesmo que não haja suspeita de exposição, o comprimido é capaz de criar uma barreira no organismo da pessoa contra o vírus.

Mas, é importante ressaltar que o efeito protetivo do PrEP só inicia após 20 dias de uso diário – antes da prática de sexo vaginal. Já para a prática de sexo anal, o medicamento começa a ter efeito protetivo depois do sétimo dia de uso.

No entanto, também é preciso destacar que a adesão do remédio do PrEP não dispensa o uso de preservativo, pois o remédio não previne contra outras Doenças Sexualmente Transmissíveis, como a gonorreia e a sífilis. A camisinha ainda é indispensável para evitar infecções!

Além disso, quem já tem o vírus não deve adotar este método, pois a abordagem pós-exposição é diferente da PrEP.

Efeitos colaterais

Logo no início do tratamento pode haver enjoo, mas é raro, é o que afirmam os especialistas. A longo prazo, o remédio pode causar problemas renais e alterar a calcificação dos ossos. Por isso, os pacientes devem buscar orientação médica de seis em seis meses.

Além do que, a PrEP não é um medicamento para tomar a vida toda. Se as práticas sexuais de risco ao HIV forem reduzidas, em razão de mudanças que ocorrerem na vida da pessoa, ela pode interromper o uso da PrEP. Entretanto, é recomendado que ela ainda tome o remédio por mais 30 dias após a sua última relação sexual, caso tenha ocorrido algum risco e sem camisinha.

Grupos prioritários

A princípio, seguindo as determinações da Organização Mundial de Saúde (OMS), 7 mil pessoas em grupos vulneráveis deverão receber o medicamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). São elas: casais soro diferentes (que é quando uma pessoa está infectada pelo HIV e a outra não), homens que fazem sexo com homens (HSH) gays, pessoas transexuais, transgêneros e profissionais do sexo.

Inicialmente o governo deve priorizar 12 cidades brasileiras: Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Manaus, Brasília, Florianópolis, Salvador e Ribeirão Preto. De acordo com o Ministério da Saúde, essas cidades foram escolhidas por terem participado de projetos piloto para o uso da pílula.

E aí, gostou dessa novidade? Aproveite para ler como ocorre o tratamento para HIV e não se esqueça: usar camisinha ainda é a melhor prevenção contra o HIV/Aids.

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