Pais de coração homens contam como a adoção mudou suas vidas por Qual Farmácia

Pais de coração: homens contam como a adoção mudou suas vidas

“Eu não seria o que sou se Luíza não tivesse entrado na minha vida. Ela foi um novo fôlego de existência.” É com essa frase que Hamilton Fonseca Júnior, 47, resume o sentimento que há 21 anos o acompanha ao ter se tornado pai adotivo. Esse encontro entre os dois começou de uma forma para lá de inesperada.

Na época, Hamilton tinha um relacionamento com Diana*, a avó de Luíza, que certo dia, descobriu que sua filha Eva*, mãe de Luíza, estava grávida. Porém, como em muitas histórias, o homem com quem ela se relacionava a abandonou durante a gestação e se negou a assumir a paternidade. Revoltado diante daquela situação, Hamilton passou a dar o apoio necessário à Eva*. Comprava remédios, dava comida de qualidade e o que fosse preciso para o bem-estar de ambas.

Uns meses antes de Luíza nascer, ele e Diana* terminaram a relação, mas mantiveram contato por apreço à criança que, antes mesmo de sua chegada, já unia todos a sua volta. “Tive a oportunidade de conhecer Luíza quando ela tinha 4 meses de vida. Nesse período, estava passando por um surto depressivo quando Diana* colocou aquela pessoinha no meu colo dentro do meu carro. […] Foi amor à primeira vista”, relata Hamilton.

Daí em diante, ele passou a cuidar da pequena como se fosse filha. Ele relembra: “Luíza era muito doentinha. Um dia, durante uma internação, um médico disse que dificilmente ela completaria um ano de vida”. Esses dizeres foram o suficiente para fazer Hamilton vender uma casa que ele tinha e bancar o tratamento dela em um hospital particular. Depois disso, sua vida nunca mais foi a mesma.

Luíza se recuperou e cresceu chamando-o de pai. Em novembro deste ano, ela completa 21 anos e, inclusive, exibe com orgulho o sobrenome registrado do pai adotivo. Enquanto Hamilton admite que é cada dia mais apaixonado pela criança que o tornou pai quando ele menos imaginava.

 *Nome fictício para preservar a identidade dos personagens

 “Não existe limite quando se quer ser pai.”

Outra história emocionante é da família de Mario Luiz Balthar, 56, que é formada por 4 filhos gerados no coração. Com a impossibilidade de ter filhos biológicos devido a um acidente que o deixou paraplégico, Mario e sua esposa Aira Pereira encontraram na adoção uma forma acalentadora de quem sonhava em aumentar a família. Mas, para isso, foi preciso muita paciência e perseverança.

Mario conta: “No início, queríamos crianças de 0 a 2 anos de idade, mas com o passar dos anos fomos alterando o perfil. Logo, chegamos a abranger crianças com idade de até 6 anos com grupo de irmãos independentemente da cor, sexo, etc. Até que, em 2014, após o Carnaval fomos chamados para conhecer a história de dois irmãos, Kauan e Rodrigo com idades de 7 e 5 anos, respectivamente”.

Após ouvir a história deles e ver a foto dos meninos, foi amor à primeira vista. Então passaram por todo o processo necessário de conhecer e conviver com os pequenos para, finalmente, chegar o momento da adoção definitiva. Contudo, como coração de pai, sempre cabe mais um… Seis meses depois, a história de Nicolas lhes sensibilizaram tanto a ponto de os fazer pensar de novo em adoção.

“Nicolas tinha 8 anos e já o conhecíamos porque ele estava em processo de adoção por outra família, porém essa família já estava decidida a devolvê-lo. Foi neste momento que decidimos ter outro filho”, narra Mario.

O melhor é que, antes mesmo de se conhecerem, sua esposa Aira já era mãe de Monise, fruto da adoção. Completando assim um time de quatro crianças que nasceram no coração. Ao ser perguntado como se sente em relação a esse sentimento que o move no dia a dia para se dedicar à criação de todos, ele afirma: “O sentimento é de pai que se preocupa em dar o melhor de si para que cresçam e se tornem homens responsáveis e de boa índole e coração. Em nenhum momento penso como adotados, mas sim como filhos”.

É com essa mensagem que o Qual Farmácia deseja a todos um Feliz Dia dos Pais! Afinal, não são apenas os laços de sangue que nos une e nos tornam uma família, mas sim o amor! Por isso, não importa se é pai biológico, padrasto, padrinho, pai-avô ou pai-adotivo… No dia 12 de agosto, não deixe de abraçar e felicitar quem representou e ressignificou a figura paterna em sua vida!

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