Novo método promete tratar refluxo sem remédios ou cirurgia por Qual Farmácia

Novo método promete tratar refluxo sem remédios ou cirurgia

Constantemente, após as refeições, você sente indigestão, vontade excessiva de arrotar ou, até mesmo, uma regurgitação do ácido estomacal? Pois então, fique atento, porque esses incômodos podem estar associados ao refluxo gastroesofágico, uma doença que provoca o retorno do conteúdo do estômago para o esôfago.

No Brasil, mais de 20% da população sofre com essa condição, no entanto, poucos aprendem a diferenciar esses sintomas de outras doenças estomacais, como a dor de estômago comum ou a gastrite. E, sem tratamento, o distúrbio pode evoluir para uma úlcera ou câncer. Porém, a boa notícia é que uma nova técnica menos invasiva pode se tornar uma importante aliada no tratamento do refluxo.

Como funciona

Entre o estômago e o esôfago, há um músculo que abre para os alimentos passarem e, logo em seguida, se fecha para impedir que o ácido gástrico atinja o esôfago. No refluxo, geralmente, esse músculo pode estar frouxo, fazendo com que o líquido suba para o órgão e ocasione em diversos desconfortos.

No procedimento, denominado de Sistema Stretta, o principal objetivo é fortalecer essa musculatura numa sessão única que dura até 40 minutos. Com um instrumento semelhante ao de uma endoscopia, o paciente é sedado e uma sonda com uma câmera acoplada é introduzida pela boca até final do esôfago.

Neste ponto, o aparelho se expande e emite ondas de radiofrequência para os músculos do órgão, promovendo o fortalecimento da sua estrutura. O propósito é que as paredes dessa parte do corpo criem uma espécie de barreira que evita que os fluídos voltem a causar o refluxo.

Indicação

O Stretta para refluxo é indicado para pacientes que dependem de remédios para controlar os sintomas da doença, para aqueles que já passaram por cirurgia bariátrica e adquiriram a condição, bem como aqueles que têm o distúrbio que manifestam alteração da manometria esofágica (um exame que mede o quão bem está este órgão).

Pós-operatório

Além de não haver cortes cirúrgicos, outra vantagem da técnica é que, após o método, o paciente acorda bem e pode voltar no mesmo dia para casa. Entretanto, na primeira semana até dez dias pós procedimento, o paciente ainda pode sentir leves dores no estômago e, com isso, deve também cuidar da alimentação.

Preservar a medicação no mês seguinte também é outra recomendação médica, para logo em seguida ser suspensa de vez.

Estudos mostram que o Sistema Stretta soluciona 70% dos casos e tem eficácia, em média, de cinco a sete anos para 30% dos pacientes. Contudo, é preciso adotar uma dieta balanceada para evitar o retorno da doença.

Presente em mais de 40 países, essa tecnologia está sendo analisada pelos acadêmicos da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), em São Paulo.

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