Novo método para detectar risco de diabete antes do exame por Qual Farmácia

Novo método para detectar risco de diabete antes do exame

A diabete mellitus tipo 2, é uma doença crônica que altera a forma como o organismo processa o açúcar no sangue (glicose). Só no Brasil, ocorrem em média, 2 milhões de casos de diabete tipo 2 por ano.

A boa notícia é que pesquisadores da Universidade de Harvard, junto com o cardiologista brasileiro da Universidade de São Paulo (USP) Paulo Harada, publicaram um artigo científico sobre um estudo que mostrou que certas alterações nas proteínas que carregam o colesterol no sangue podem demonstrar o risco para a doença por detecção.

Como funciona a descoberta

O corpo já mostra muito antes de haver o diagnóstico, alterações que podem ser vistas como marcadores do risco de desenvolvimento da diabetes no futuro. Já pode ser observado então, mudanças nessas subpartículas de lipoproteínas que transportam o colesterol na corrente sanguínea. Daí o marcador se baseia na análise da presença e das concentrações dessas substâncias.

A explicação é que apesar da maneira padrão utilizada para fazer o diagnóstico da diabete, que consiste em avaliar os níveis de glicose no sangue, não é possível desse jeito, detectar outros problemas e alterações associadas à doença quando a glicemia ainda se mostra normal.

Isso significa, de acordo com o médico brasileiro, que a descoberta não é um novo método de diagnóstico, mas sim um método inovador para captar o risco de desenvolvimento da diabetes mellitus tipo 2.

Ou seja, essas características que são consideradas riscos, podem ir se mostrando anos antes de uma pessoa realmente ter a diabetes. Logo, é mais fácil de evitar o problema que atinge até 9% da população mundial.

A diabetes tipo 2

Essa doença é uma das causas centrais para os enfartes, a cegueira, os problemas nos rins e os problemas na circulação.

Com a doença, o corpo não produz insulina ou desenvolve uma resistência a ela. Entre os sintomas mais comuns, está o grande aumento da sede, a micção mais frequente (fazer bem mais xixi), o cansaço intensificado e a visão turva.

Em alguns casos mais atípicos, pode até não haver apresentação de sintomas. Por isso, uma descoberta como essa se torna ainda mais importante para a preservação da saúde e prevenção contra a doença.

Lembrando que comer doces demais, não é a causa propriamente dita da diabete. A origem da doença está na obesidade, associada ao sedentarismo e inflamações do tecido gorduroso no corpo. A genética também exerce influência nesse caso.

Parte do tratamento da doença casa com a sua melhor forma de prevenção: atividade física e alimentação saudável (com doce, desde que seja com moderação).

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