Medicina da Família e Comunidade: atenção integral à saúde por Qual Farmácia

Medicina da Família e Comunidade: atenção integral à saúde

“- Doutora, qual é a sua especialidade?

– Sou médica de família.

– Desculpe a ignorância, mas o que faz um médico de família?”

O diálogo acima é muito comum. Não são poucos os que nunca ouviram falar nessa especialidade médica que se chama Medicina de Família e Comunidade, apesar desta existir no Brasil desde 1976.

A Medicina de Família e Comunidade é a especialidade que trata os processos de saúde/doenças de forma integral, contínua e levando em consideração a pessoa de forma holística, ou seja, seus aspectos biológicos, psicológicos, espirituais e sociais, além de sua integração na família e na comunidade.

As responsabilidades do profissional

O médico de família e comunidade é responsável pelo atendimento do indivíduo ao longo de sua vida, com resolução de mais de 80% dos problemas de saúde. Seja recém-nascido, criança, adulto, idoso, gestante, homem ou mulher, ele é o médico capacitado para atender a todos. Em outras palavras: trata-se de um médico para chamar de seu.

Entre suas ações, além de promover a saúde dos seus pacientes, ele também previne e trata doenças. Caso necessário, pode encaminhar o paciente para outros especialistas, porém mantém sempre a coordenação do cuidado.

Isso represente dizer que, a partir do seu olhar e a percepção dos problemas de saúde mais prevalentes em seu território, o médico também pode criar melhores estratégias de abordagem, por meio de ações coletivas, visitas domiciliares, consultas individuais, entre outras.

A atuação

O médico de família pode atuar em vários contextos, no serviço público ou privado. No Sistema Único de Saúde (SUS) o médico de família geralmente opera na Atenção Primária à Saúde (APS) ou atenção básica.

A APS foi estabelecida em 1978 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), na Conferência de Alma-Ata. Ela é uma estratégia de organização do sistema de saúde, no Brasil representada pela Estratégia Saúde da Família. Nessa perspectiva, pode ser considerada como a porta de entrada dos pacientes no sistema de saúde.

Conhecimento na prática

Na minha vida profissional, eu fui escolhida pela Medicina de Família. Passei em um concurso público na área logo após a minha formatura em Medicina. Apesar de ter buscado outra especialização, atuar nessa área há quase 10 anos é um presente para mim.

Como um ser humano que adora olhar de forma profunda para outros seres humanos, a especialidade me permite o detalhamento das raízes emocionais, espirituais e familiares dos meus pacientes.

Cuido de mães barrigudinhas e depois continuo o cuidado de seus bebês; vejo, muitas vezes, a formação e a dissolução de famílias e, em outras ocasiões, conheço o lar dessas pessoas. Esse contato vai muito além do acompanhamento do histórico de saúde e dos exames físicos realizados nos pacientes aprendidos em minha formação.

Na prática, continuo sendo uma coadjuvante e aprendiz, onde o paciente me lembra que só estou aqui por ele. Para dialogar, acolher, cuidar e tratar não só da doença ou do corpo, mas também do indivíduo como um todo, de uma forma humanizada, sensível e respeitosa como uma relação médico-paciente deve ser.

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