Homens ainda cuidam menos da saúde do que as mulheres por Flávia Souto Kalil

Homens ainda cuidam menos da saúde do que as mulheres

Estudo realizado pelo Ministério da Saúde, revelou que 31% dos homens não têm costume de ir ao médico. O público entrevistado alega várias razões para esse fato, entre elas: a associação ao “ato de cuidar” às mulheres, a crença na invulnerabilidade masculina, força e virilidade, dificuldade de marcação de consultas, principalmente pela carga horária de trabalho que choca com os horários de funcionamento das instituições, o medo de descobrir uma doença grave e a vergonha à exposição.

Todos esses fatores fazem com que os homens busquem os serviços de saúde apenas quando os sintomas se tornam insuportáveis ou os impedem de trabalhar. Devido a esse mau hábito, eles ficam mais suscetíveis às doenças do aparelho circulatório como derrames e infartos que são agravadas por fatores com má-alimentação, obesidade, consumo excessivo de álcool e cigarro; e também aos tumores, dentre eles o principal é o câncer de próstata.

Câncer de próstata

No Brasil, o câncer de próstata é o tumor que mais afeta os homens. Porém, por não apresentar sintomas, muitos homens demoram a ser diagnosticados. Uma das formas de identificá-lo é por meio de biópsia do órgão. Mas também pode ser detectado precocemente através do rastreamento com a dosagem do antígeno prostático específico (PSA) e do toque retal.

Esse rastreamento não é indicado para toda a população masculina, porém deve ser decidido individualmente pelo médico de acordo com a idade do paciente, etnia, sintomas clínicos e histórico familiar de câncer de próstata em parentes de primeiro grau. No entanto, a partir dos 50 anos, todo homem deve procurar fazer acompanhamento com um médico de sua confiança.

Rotina de autocuidado

Acredito que o ponto principal para incentivar os homens a se cuidarem mais seja por meio da melhoria do acesso desta população nas unidades de Atenção à Saúde, como a adoção de programas específicos voltados para o público masculino, em que haja espaço para que os homens se sintam à vontade, com atividades voltadas à promoção da saúde e prevenção das doenças.

Além disso, no cotidiano, eles devem ser estimulados a adotarem um estilo de vida mais saudável, que inclua a prática de exercícios físicos e uma dieta balanceada. Afinal, esse conjunto pode fazer a diferença.

Aproveite e indique esse texto para os seus amigos e familiares! E não deixe de ler também o artigo Preconceito e machismo prejudicam a saúde dos homens.

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