História de superação: de paciente à voluntária do Rede Feminina por Qual Farmácia

História de superação: de paciente à voluntária do Rede Feminina

A brasiliense Ana Luciene, de 36 anos, não imaginava dois anos atrás que sua vida iria mudar, transformando-a num exemplo de determinação. Após vivenciar a perda de duas irmãs para o câncer, ela precisou ser forte ao receber o diagnóstico de que estava com carcinoma ductal infiltrante na mama esquerda, o tipo mais comum do câncer de mama invasivo.

Hoje, ela continua sua luta no enfrentamento da doença, mas compartilha sua esperança e vontade de viver com outras mulheres que também encontraram na Rede Feminina de Combate ao Câncer de Brasília um motivo a mais para vencer o câncer de mama. Conheça essa história inspiradora!

Como você recebeu a notícia de que estava com câncer? 

Estava realizando o autoexame quando descobri um caroço no seio. Fui ao ginecologista e, infelizmente, ele me falou que era mastite. Me pediu para tomar um anti-inflamatório por 10 dias, mas com o decorrer dos dias o caroço não sumiu. Conversando com minha irmã, ela me aconselhou procurá-lo novamente e que pedisse encaminhamento para o mastologista. Quando cheguei ao mastologista, sabendo do meu histórico familiar, ele realizou prontamente a biópsia. Foi um longo mês de espera para receber o resultado!

História de superação: de paciente à voluntária do Rede Feminina

Na noite anterior a consulta, tive um sonho pressentindo o diagnóstico. Nele eu via que meus cabelos estavam caindo. O que foi confirmado no dia seguinte. Logo que a médica comprovou a análise, eu só queria saber se era benigno ou maligno.

Neste dia, minha irmã estava comigo e quando a doutora me disse que era maligno, foi ela quem ficou mais desesperada do que eu. Nesse momento eu só precisava saber se ela e minha família estariam comigo ou não.  Acredito que fiquei mais firme porque já havia amparado minha mãe anos antes e porque já tinha perdido duas irmãs para o câncer. O fato é que o sonho também me preparou muito!

Qual foi a importância da sua família para encarar a doença?

Como todas as mulheres, enfrentar a perda dos cabelos durante o tratamento mexe com a nossa autoestima. Por isso, quando escolhi raspar, todos participaram desse momento junto comigo colocando a mão na massa e, assim, cada um raspou um pouquinho. Foi emocionante, porque me senti muito amada e querida por eles! Nesse processo, minha filha me ajudou a doar o cabelo para fazer perucas para outras mulheres.

Qual foi a parte mais difícil do tratamento?

Ficar longe da família e dos meus filhos. Em um mês de espera para o resultado da biópsia, o nódulo evoluiu muito. Quando a médica me informou que só teria 15 dias para iniciar a quimioterapia, começou a correria para conseguir um hospital que realizasse as sessões nesse prazo.

História de superação: de paciente à voluntária do Rede Feminina

Consegui um oncologista no Hospital de Base, onde realizamos 8 sessões. Depois passei por cirurgia e precisei fazer radioterapia. Como não conseguia aqui em Brasília, devido a fila de espera, precisei ir para Goiânia. Dei continuidade ao tratamento todo no Hospital Araújo Jorge. Em um mês, foram 25 sessões de radioterapia. Além de ser cansativo, foi bastante doloroso passar esse período longe de quem a gente ama.

 Como a Rede Feminina entrou na sua vida?

História de superação: de paciente à voluntária do Rede Feminina

Durante as consultas, elas sempre estavam por lá cheias de palavras de conforto, dando atenção e abordando cada paciente com muito amor.Achava e ainda acho essa atitude muito bonita, porque elas fazem a diferença.Não é à toa que hoje faço parte dessa rede de apoio.Fazer parte desta família significa tudo na minha vida!Além de ser grata pelo que elas fizeram por mim, me tornei voluntária porque amo o que eu faço em prol de outras mulheres

O que você diria a outras mulheres que estão passando pela mesma situação?

Estou há dois anos nessa luta e o que posso dizer é: tenham fé! A crença em algo maior nos faz vencer. Deus me fortaleceu para eu passar por essa situação. Então, eu creio que assim como eu passei e venci, todas podem vencer também. Mas, não se esqueçam: se cuidem, se amem e se toquem! Porque a vida é maravilhosa e tudo passa. Precisamos ser fortes, porque guerreiras já somos. E como diz o ditado: a luta é grande, mas a vitória é nossa! Para quem tem fé, a vida nunca tem fim.

E você conhece mais alguém que está passando por uma luta semelhante? Compartilhe esse texto com seus amigos e familiares e participe dessa corrente do bem levando informações sobre a prevenção do câncer de mama. Aproveite e conheça o trabalho realizado pela Rede Feminina!

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