por Qual Farmácia

Feminização do rosto associada ao transplante capilar

Normalmente, o formato em ‘M’ é o que caracteriza um rosto como mais ou menos feminino. É o que acaba de constatar um estudo publicado pela Revista Plastic and Reconstructive Surgery, nos Estados Unidos. No homem, em geral, não há essa linha decisória, que diferencia um rosto feminino de um masculino.

Já a linha capilar pode seguir diferentes formatos, mas em 65% dos transgêneros (homem-para-mulher) tratados com a reconstrução frontal e transplante capilar simultâneo foi possível definir uma nova característica que trouxe satisfação e identificação de gênero feminino, com a técnica denominada de feminização facial.

Nos pacientes transgêneros são mais comumente encontrados: formato em ‘M’, arredondado sem entradas e indefinido pela calvície avançada. Depois da testa, a linha capilar é a segunda característica mais importante para a identificação de gênero. De acordo com especialistas, a avaliação combinada dessas duas características deve ser a premissa básica na cirurgia de feminização facial. Que nada mais é do que a cirurgia para alinhar a região facial a uma aparência mais feminina, segundo o cirurgião plástico Paulo Miranda, especialista em transplante capilar pela Sociedade Brasileira de Reconstrução Capilar (SBCR).

O médico observa que a técnica tem sido adotada também por mulheres cuja linha de iniciação dos cabelos é muito arredondada e a testa muito alta, além dos transgêneros que buscam naturalmente por uma suavização e feminização da face. “Esta linha em M determinante para a expressão, é de vital importância também para quem quer ser visualmente identificada como sendo do sexo feminino pela região facial”, explica.

Reconstrução com Frontoplastia e Transplante Capilar Simultâneo

Nesta técnica, é utilizada a cirurgia híbrida (usando equipamentos de alta complexidade, permitindo o uso de técnicas minimamente invasivas) de transplante capilar, que associa dois métodos, a FUE e a FUT. Na FUE (a sigla significa Extração de Unidades Foliculares) o transplante capilar é feito fio a fio, sem cicatrizes aparente. Já na FUT (Transplante de Unidade Folicular) é um recurso convencional em que se remove uma faixa do couro cabeludo através de incisões com bisturi, mas que costuma deixar uma cicatriz linear, que pode ser escondida com o crescimento dos cabelos. E tem sido a melhor alternativa quando se deseja obter uma grande quantidade de unidades.

O paciente em geral é submetido à cirurgia sob anestesia, sendo que num segundo momento, a partir do momento que se faz a restauração capilar, é usado uma mistura de sedação residual com anestesia local. Neste momento, é feito também um controle dos movimentos de pernas conforme padrão, que consiste em movimentá-las de hora em hora para prevenção de Trombose Venosa Profunda (TVP), durante o procedimento.

Além disto, deve ser feito o uso das meias elásticas e o dispositivo de compressão de membros inferiores intermitente (meias próprias). Em média a cirurgia leva em torno de 7 horas.

Dr. Paulo Miranda –  Cirurgião plástico

Dr. Paulo Miranda, médico cirurgião plástico

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