Epilepsia sob controle: nova terapia diminui crises por Qual Farmácia

Epilepsia sob controle: nova terapia diminui crises

A epilepsia é uma condição que altera parte ou integralmente a atividade cerebral, provocando crises recorrentes caracterizadas por distorções visuais a contrações musculares involuntárias. Em casos mais graves, a manifestação de uma crise pode levar até mesmo à perda da consciência, seguida, muitas vezes, por um dos sintomas mais temidos: a convulsão.

A novidade é que os pacientes que não conseguem diminuir as crises ingerindo somente medicamentos controlados, agora podem contar com a Terapia VNS (sigla em inglês para Estimulação do Nervo Vago). A técnica é uma alternativa cirúrgica, minimamente invasiva, que possibilita um maior controle sobre essas manifestações.

Entenda o distúrbio

A epilepsia é apontada como uma das condições neurológicas que mais acometem pessoas no mundo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que 50 milhões de pessoas sofram com essa doença, sendo 3 milhões dessas somente no Brasil.

Essa desordem cerebral pode ser acarretada tanto por fatores genéticos quanto adquirida por traumatismo, acidente vascular cerebral ou qualquer outra lesão que ocorra no cérebro.

Na maioria dos casos, os pacientes diagnosticados com a doença são orientados a ingerir medicamentos controlados para diminuir o número das crises. Porém, quando esses remédios não se mostram mais eficazes, o quadro da doença pode ser classificado como de “difícil controle”, sendo necessário optar por outros tipos de tratamentos como cirurgias ou terapias além da medicamentosa.

Como funciona a Terapia VNS

A Terapia VNS é considerada um procedimento cirúrgico simples e rápido. A princípio, o objetivo dessa intervenção é apenas para aplicar os aparelhos encarregados de executar a abordagem terapêutica no corpo do paciente.

O primeiro é colocado após a realização de um pequeno corte sob a pele abaixo da clavícula esquerda, ou próximo da axila esquerda, para implantar um dispositivo denominado gerador.

Logo em seguida, um segundo corte é feito no pescoço para fixar dois minúsculos eletrodos ao nervo vago esquerdo (situado na região do pescoço, trata-se de uma estrutura cerebral responsável pela comunicação entre o corpo e o cérebro).

Pós-operatório

Duas semanas após a cirurgia, é o paciente precisa retornar ao consultório para que um especialista conecte os eletrodos ao gerador por um fio condutor colocado sob a pele.

Dessa forma, o médico pode programar a frequência adequada do gerador que é responsável por enviar os estímulos elétricos, automaticamente 24 horas por dia, ao nervo vago que, por sua vez, transmite esses impulsos ao cérebro. O que, consequentemente, auxilia na prevenção dos sintomas que causam as crises.

Os especialistas assinalam também que a programação não provoca dor e pode ser realizada sobre a roupa. Ela ocorre por um computador de mão conectado a um aparelho que é posicionado sobre o lugar onde o gerador foi inserido. Outro fator interessante a ser apontado é que a bateria do gerador da terapia dura, em média, de 4 a 7 anos, dependendo da programação dos estímulos.

Resultados

Um dado importante a considerar na eficácia desse novo método é a qualidade de vida dos pacientes. Estudos apontam que, apesar dos resultados aparecerem gradativamente com o uso dessa tecnologia, há uma redução significativa das crises de epilepsia. Contribuindo na melhora do humor, da memória, das habilidades verbais e até mesmo das interações sociais dos pacientes.

Entretanto, é fundamental salientar que a realização da terapia VNS não é o suficiente para a suspensão do uso dos medicamentos. Muitas vezes, ainda que em doses menores, é indicado aos pacientes que passam pela VNS que deem continuidade à ingestão dos fármacos para o tratamento da epilepsia.

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