Endoscopia: nova câmera consegue enxergar através do corpo humano por Qual Farmácia

Endoscopia: nova câmera consegue enxergar através do corpo humano

A endoscopia é um exame que consiste, geralmente, na introdução de um aparelho na boca equipado com câmeras altamente sensíveis, que permitem a verificação de órgãos, como o esôfago, o estômago e o duodeno (parte inicial do intestino delgado). Atualmente, este é um dos procedimentos mais seguros e eficientes para a detecção de doenças do sistema digestivo.

Em muitos casos, apesar de ser extremamente necessário, os pacientes afirmam que o método seja invasivo e cause desconfortos durante a sua realização. Recentemente, levando em conta também esse motivo, cientistas desenvolveram uma câmera capaz de obter imagens através do corpo que pode auxiliar na abordagem desta técnica. O equipamento foi projetado para identificar e rastrear fontes de luz dentro do organismo dos pacientes, como a emitida pelos endoscópios.

Como funciona

A ideia é que o dispositivo tenha a mesma função que os scanners e os equipamentos de raio-X. Nesse sentido, a ferramenta pode ajudar os médicos a ver a localização do endoscópio, já que os especialistas alegam que, muitas vezes, a luz que o instrumento emite se dispersa ou é desviada por tecidos e órgãos. Podendo comprometer a execução do exame.

A nova câmera possui uma tecnologia avançada que detecta partículas de luz individuais, chamadas também de fótons. Esse fator é o que torna o equipamento sensível, possibilitando assim o rastreamento dos fachos de luz até 20 centímetros distantes do tecido externo do corpo. O dispositivo também é capaz de calcular o tempo em que cada partícula leva para atravessar os órgãos e tecidos. Informando com precisão onde o endoscópio está no organismo.

O protótipo

De acordo com os desenvolvedores, os resultados dos testes iniciais são promissores. Para além do exame de endoscopia, o objetivo é que essa tecnologia possa ser utilizada em outras aplicações no ramo da medicina.

O interessante é que, inicialmente, o projeto foi elaborado pela Universidade de Edimburgo e pela Universidade Heriot-Watt, ambas da Escócia, para integrar uma pesquisa colaborativa para diagnosticar e tratar doenças pulmonares.

Diante disso, basta esperar que num futuro próximo essa tecnologia esteja disponível como forma de precaução nos procedimentos médicos. Minimizando assim, quaisquer receios que pacientes e especialistas tenham.

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