Empreendedora usa nanotecnologia para criar embalagem de remédio reciclável por Qual Farmácia

Empreendedora usa nanotecnologia para criar embalagem de remédio reciclável

De acordo com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), estima-se que 10 mil toneladas de cartelas de remédios não-recicláveis sejam descartadas todos os anos. Por falta de políticas para o descarte correto deste tipo de resíduo, muitas vezes, essas embalagens são jogadas fora no lixo comum, o que provocaria inúmeros prejuízos ao meio ambiente, contaminando assim a água e o solo.

Você, por exemplo, costuma separar os frascos e sobras de medicamentos do lixo doméstico? Geralmente não, não é mesmo? Pensando em situações como esta que a farmacêutica Izabel Fittipaldi, que trabalhava numa fabricante multinacional de embalagens, decidiu criar por conta própria uma opção sustentável e reciclável das embalagens para remédios. Uma ideia que, em 2017, foi até vencedora de um programa de aceleração.

A embalagem sustentável

Formada em Farmácia pela Universidade de São Paulo (USP), Izabel criou primeiro um substituto para a folha de alumínio que cobre o fundo da embalagem dos remédios. Depois para aperfeiçoar a invenção, ela se uniu ao seu irmão Hamilton Viana, que é químico especializado em engenharia de materiais, e juntos desenvolveram uma espécie de tinta que, quando aplicada a uma folha de papel, torna a folha impermeável.

A invenção foi nomeada de papel blíster e é uma alternativa mais economicamente viável do que o alumínio: a produção chega a ser 57% mais barata, 30% mais leve e possui um índice maior de proteção contra a umidade próximo ao do metal. Além disso, todo seu material enriquecido com nanopartículas pode ser reciclado.

Outra descoberta que a farmacêutica realizou é de que a mesma tecnologia também poderia ser aplicada ao plástico que protege a parte superior do comprimido. O resultado foi um produto 45% mais barato e com maior barreira de proteção.

Os desafios

Em 2016, Izabel participou do Concurso Acelera Startup, o maior na área de investimento-anjo da América Latina, que avaliou 10 mil empresas. Apesar de não ter despertado o interesse do mercado, o projeto chamou a atenção de Bruno Ghizoni, criador do concurso, o que os levou a se tornarem sócios e a criarem a Nanomix. A empresa em nanotecnologia é especializada em barreira contra umidade e pretende desenvolver novas embalagens, entre outras soluções.

No último ano, a tecnologia foi vencedora do prêmio SENAI de Inovação. A Nanomix também participou dos programas de aceleração da Braskem, da Jasmine e da Fibria. Mas, o melhor que é uma indústria farmacêutica já começou a testar o produto.

E aí, gostou dessa novidade? O Qual Farmácia fica aqui na torcida para que mais ideias como essa ganhem mais incentivo. Afinal, uma empresa farmacêutica responsável também se importa em tomar medidas sustentáveis que protejam o meio ambiente, garantindo o bem-estar e a saúde de gerações futuras!

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