Dor vaginal tem nome: vulvodínia por Qual Farmácia

Dor vaginal tem nome: vulvodínia

A vulvodínia é uma síndrome de dor crônica na área vulvar em ausência de um processo infeccioso, dermatológico, metabólico, auto-imunitário ou neoplásico.
Geralmente, as mulheres que sofrem de vulvodínia se queixam de uma sensação de calor, ardor e coceira, e/ou uma sensação de inflamação na área vulvar. A dor pode estar localizada em uma área muito específica do períneo (e, geralmente, as pacientes podem identificar de forma exata os “pontos” de dor), tais como o vestíbulo vulvar, os lábios ou o clitóris, ou pode afetar a totalidade da área perineal.
Estes dois subtipos de vulvodínia foram denominados vulvodínia “localizada” e vulvodínia “generalizada”.
A vestibulite vulvar, um dos subtipos de vulvodínia, se refere à dor localizada no vestíbulo vulvar, a área que rodeia a abertura vaginal. No geral, as mulheres com vestibulite vulvar experimentam dor quando se aplica pressão sobre o vestíbulo vulvar durante as relações sexuais, a colocação de absorventes internos ou os exames ginecológicos.
Nas mulheres com vulvodínia generalizada, a dor perineal se exacerba por permanecerem sentadas durante períodos longos, e por realizar atividades tais como andar de bicicleta e montar a cavalo.
Segundo a ginecologista Paula Oshiro a incidência de aparição dos sintomas alcança seu ponto máximo entre os 18 e 25 anos, e seu ponto mínimo depois dos 35 anos.
“Para diagnosticar a vulvodínia se utiliza o método de exclusão. O diagnóstico diferencial é amplo e pode ocorrer nos casos de candidíase, herpes, doenças benignas e malignas da pele e dor relacionada com compressão nervosa”, afirma a médica.
Portanto, é necessário realizar uma avaliação ginecológica exaustiva, e em alguns casos específicos, também é necessário realizar avaliações neurológicas e dermatológicas.
Se demonstrou que em um subgrupo de mulheres a vulvodínia está associada com antecedentes de abuso físico e sexual.
O primeiro passo importante é reconhecer que a paciente tem vulvodínia. Muitas mulheres com dor vulvar crônica não foram diagnosticadas nem tratadas, dado que os profissionais da saúde não conhecem amplamente a apresentação clínica e os enfoques de tratamento.
Um estudo recente realizado nos Estados Unidos demonstrou que 60% das mulheres consultam, pelo menos, três médicos para receber um diagnóstico médico. Assombrosamente, 40% das mulheres que buscam ajuda profissional continuam sem receber um diagnóstico depois de três consultas.

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Dra. Paula Oshiro

Dra. Paula Oshiro –  Ginecologista

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