Cosmecêuticos um novo jeito de cuidar da pele por Priscilla Queiroz

Cosmecêuticos: um novo jeito de cuidar da pele

Ao falar sobre pele é impossível não citar o fato de que este é o maior e mais visível órgão do corpo humano. Para você essa informação pode não ser novidade, no entanto, é muito importante lembrá-lo disso, pois são esses os fatores que o tornam uma das estruturas mais complexas do nosso organismo e com características particulares que podem variar de uma região corporal para outra, como de pessoa para pessoa.

Para ilustrar isso, basta imaginar, por exemplo: a pele facial de duas mulheres de 40 anos de idade. É difícil tirar qualquer conclusão somente com esses dados, não é mesmo? Afinal, cada marca, traço ou sinal na pele do rosto podem evidenciar as alterações fisiológicas, bioquímicas e psicológicas que cada pessoa sofreu ao longo de sua vida.

Por isso, não é à toa que, atualmente, existam tantos produtos para os cuidados com a pele a fim de minimizar esses danos provocados pela ação do tempo, bem como por motivos externos (exposição solar excessiva, poluição, entre outros).

Nesse sentido, os cosmecêuticos, também conhecidos como dermocosméticos, têm sido um dos produtos mais procurados nas redes de drogarias, pois eles unem as propriedades dos cosméticos aos princípios ativos dos medicamentos que dão excelentes resultados desde os cuidados estéticos ao tratamento de doenças de pele. Quer saber melhor do que se trata os cosmecêuticos? Então é só continuar lendo este artigo!

O que são?

Enquanto os cosméticos (shampoos, sabonetes, esmaltes, perfumes e outros itens de uso diário) agem na camada superficial da pele (a epiderme), os cosmecêuticos têm sua ação na camada mais profunda (a derme), local onde se encontram estruturas responsáveis pela elasticidade e resistência que a pele apresenta. Esse efeito dos dermocosméticos, possibilita maior permeação dos ativos e, consequentemente, aumenta a eficácia dos tratamentos.

Estes produtos são regulamentados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e comercializados como “Cosméticos de Grau 2”. Precisam ter comprovação científica de sua eficácia, o que os dá propriedades terapêuticas de tratamento de doenças como rosácea, psoríase, dermatite atópica e/ou minimização de problemas estéticos como espinha, manchas e rugas.

Podemos citar alguns exemplos de cosmecêuticos: produtos usados em peelings para clareamento de pele, tratamento de acne e estrias.

Benefícios

-Permeação de ativos na derme: possibilita uma ação direta no local em que se encontram estruturas importantes como o colágeno (dá sustentação para a pele, aumentando sua elasticidade e prevenindo rugas), nos melanócitos (células responsáveis pela pigmentação dos tecidos) e nos radicais livres (moléculas instáveis que causam danos ao órgão);

-Comprovação científica de sua eficácia;

-Tecnologia mais avançada na sua formulação;

-Além de embelezar, como os cosméticos, eles têm finalidade preventiva e de tratamento.

Garantindo sua eficácia

Para se obter resultados satisfatórios no tratamento com cosmecêuticos, deve-se seguir uma sequência correta quanto ao uso de vários produtos simultaneamente e obedecer às instruções de uso sugeridas pelo profissional habilitado ou mesmo, no rótulo do produto adquirido.

Atenção para camadas múltiplas de produtos, pode ocasionar, por exemplo, erupção acneiforme (lesões com aspecto de acne por obstrução) no paciente.

É importante também ressaltar sobre a compra deste tipo de produto fora do Brasil, visto que o tipo de pele varia de acordo com o clima do local onde se vive, fatores que podem interferir nos resultados da beleza da pele.

Contraindicação

Qualquer pessoa pode começar tratamento com um cosmecêutico, porém recomenda-se que tenha uma prévia orientação de um profissional habilitado, a fim de selecionar o ativo ideal para seu tipo de pele e para tratar a queixa declarada pelo paciente.

Em se tratando de gestantes, idosos e crianças, deve atentar-se às contraindicações descritas nos rótulos. Como por exemplo, a realização de peelings químicos representa riscos à gestação.

Boas práticas farmacêuticas

Desde a publicação da Resolução CFF nº 586/2013, os farmacêuticos estão habilitados a prescrever cosmecêuticos ou dermocosméticos. Apesar de serem produtos manipulados ou vendidos prontos sem necessitarem de receita médica, é de extrema importância que o profissional oriente o cliente/paciente antes de sua compra, para selecionar o ativo que melhor se adequar ao tipo de pele e na resolução de sua maior queixa. Além de instruí-lo quanto ao seu modo de uso, garantindo assim melhores resultados no tratamento.

Ficou com alguma dúvida? Deixe aqui embaixo o seu comentário! E aproveite para compartilhar esse artigo com seus amigos e familiares!

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