Conheça os efeitos colaterais dos medicamentos antidepressivos por Qual Farmácia

Conheça os efeitos colaterais dos medicamentos antidepressivos

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão é um distúrbio mental comum que afeta hoje mais de 300 milhões de pessoas em todo o mundo.

O número cresceu mais de 18% entre 2005 e 2015, mostrando que, mesmo nem todos os pacientes tendo acesso ao diagnóstico e ao tratamento adequados, houve também um aumento significativo no número de pessoas que recorrem aos medicamentos antidepressivos.

Normalmente, esse tipo de remédio gera muitos debates entre especialistas. Um dos motivos é que eles não tratam as causas da depressão, mas sim os sintomas, fazendo com que sejam considerados apenas um método paliativo de lidar com a situação.

Outra questão levantada diz respeito aos efeitos colaterais dos antidepressivos, que variam de acordo com o tipo do medicamento e com a resposta do organismo de cada paciente que os ingerem.

Neste artigo, vamos falar sobre alguns dos efeitos colaterais que podem ser causados pelo uso dos antidepressivos, mostrando que é possível combater essas reações adversas e ajudando na recuperação da qualidade de vida dos pacientes com depressão.

Efeitos colaterais de medicamentos antidepressivos

Primeiramente, é preciso deixar claro que há diferentes tipos de medicamentos antidepressivos, os quais agem de formas diversas e também podem provocar efeitos colaterais variados.

Um exemplo disso é que a ocorrência de efeitos colaterais é mais comum entre aqueles que tomam remédios “mais antigos”, ou seja, dos primeiros tipos a serem desenvolvidos para o tratamento da depressão. Atualmente, alguns laboratórios trabalham para desenvolver remédios que tenham o efeito terapêutico desejado, com reações adversas reduzidas.

Vale dizer ainda que, assim como no caso do efeito terapêutico, a ocorrência de efeitos adversos também depende do organismo da pessoa. Isso significa que o medicamento que funciona bem para uma pessoa, pode não agir da mesma forma para outra, assim como o remédio que provoca reações adversas em alguém pode não provocar em outro paciente.

Dito isso, os principais efeitos colaterais de medicamentos antidepressivos são:

  • alterações no apetite (a principal reclamação é de aumento do apetite e ganho de peso, mas pode ocorrer o contrário);
  • diminuição da libido e retardamento do orgasmo (que pode interferir nos relacionamentos);
  • arritmia cardíaca;
  • sonolência;
  • queda de pressão arterial;
  • tonturas;
  • boca seca;
  • alteração no funcionamento do intestino (constipação intestinal ou diarreia);
  • micção adiada (dificuldade para começar a fazer xixi);
  • tremores;
  • náusea;
  • dores de cabeça;
  • depressão aguda da medula óssea (redução na produção de células sanguíneas – glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas – pela medula óssea)

Efeitos terapêuticos X efeitos colaterais dos antidepressivos

De forma geral, o efeito terapêutico do antidepressivo (ou seja, a diminuição dos sintomas da depressão) pode ser notado a partir da segunda semana de uso. Em alguns casos, considerando a administração da dose correta para cada pessoa, podem-se passar cerca de dois meses até que o paciente sinta realmente os efeitos positivos da medicação.

Por outro lado, como uma adaptação do organismo, os efeitos colaterais surgem já nos primeiros dias de uso. Como os remédios alteram a carga hormonal, a ocorrência de reações adversas é bastante comum. Contudo, a intensidade delas tende a reduzir dentro de um período de 3 a 15 dias, tornando-se suportável e não influenciando no desempenho das tarefas diárias.

No caso de efeitos colaterais “mais graves”, como disfunção sexual (perda da libido), insônia, arritmia cardíaca ou depressão aguda da medula óssea, ou quando a intensidade de efeitos “menos graves” permanece alta, muitas vezes, é necessário fazer a troca da medicação.

Em geral, a descoberta do medicamento adequado para cada paciente é feita por tentativa e erro, mas já é possível fazer testes genéticos que ajudam a identificar que tipos de medicamentos são mais promissores para cada paciente. De acordo com especialistas, o organismo pode ter enzimas que destroem mais rapidamente determinados medicamentos, comprometendo a eficácia deles.

Em qualquer situação, é extremamente importante comunicar o médico responsável pelo tratamento sobre as alterações provocadas pelo remédio e não parar de tomá-lo por conta própria. É importante também perguntar sobre outras opções de remédios e sobre a melhor forma de encontrar o medicamento adequado para o seu caso.

Diminuição e controle dos efeitos colaterais

Os pacientes que começam um tratamento com antidepressivo não precisam esperar os efeitos colaterais diminuírem por conta própria. É possível adquirir alguns hábitos que contribuirão para manter essas reações adversas sob controle ou evitar que elas atrapalhem as atividades do dia a dia.

No caso de boca seca ou constipação, por exemplo, é importante beber muita água. O recomendado é pelo menos oito copos por dia. Para a boca seca vale ainda mastigar goma de mascar sem açúcar e ir ao dentista com mais frequência.

Ocorrendo constipação, uma boa solução é comer saladas e cereais, ricos em fibras. Contudo, é importante sempre combinar a ingestão destes com muita água.

Sem o líquido, as fibras se transformam em uma massa endurecida, que causam o efeito contrário no intestino, tornando o seu funcionamento ainda mais lento. A água, por sua vez, é responsável por amolecer esse bolo e favorecer a sua saída. Além disso, é aconselhado praticar atividades físicas diariamente.

Para as tonturas, pode ser benéfico levantar-se mais devagar, assim como ingerir quantidades adequadas de líquidos e sal. No caso da sonolência, é preciso esperar que o corpo se acostume com o medicamento, contudo é importante evitar dirigir ou operar máquinas para não provocar acidentes.

O aumento de apetite e, por consequência, do peso, pode ser combatido com uma dieta e a prática de exercícios físicos. Em casos de alterações na pressão arterial, ela deve ser verificada periodicamente, e o controle poderá ser feito por meio da alimentação, de exercícios físicos e/ou de medicação específica.

Outras dicas para diminuir ou “tratar” os efeitos colaterais dos antidepressivos podem ser passadas pelo médico responsável pelo tratamento, por isso, é sempre importante consultá-lo. Já outras dicas e informações relacionadas à área de saúde podem ser obtidas em primeira mão por meio de nossas redes sociais – FacebookTwitter Instagram.

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