Compreenda a importância da estabilidade dos medicamentos por Priscilla Queiroz

Compreenda a importância da estabilidade dos medicamentos

É de conhecimento geral que o armazenamento inadequado de fármacos pode comprometer a sua qualidade. Mas, você sabia que essa alteração está relacionada à estabilidade dos medicamentos? No artigo deste mês, explico a importância deste aspecto nos remédios durante sua produção, distribuição e conservação para garantir a sua eficácia.

A estabilidade nada mais é do que a capacidade dos medicamentos em manter suas propriedades físicas, químicas, terapêuticas, microbiológicas e toxicológicas originais durante o tempo de estocagem e uso pelo paciente. E esse tempo é representado pelo período de validade.

Os tipos de estabilidade

A estabilidade dos medicamentos pode ser classificada em:

Física: envolve as características físicas como a cor, aparência, cheiro, sabor, dureza, uniformidade, etc. e devem permanecer inalteradas.

Química: trata-se da quantidade de princípio ativo do medicamento necessária para produzir um determinado efeito.

Terapêutica: diz respeito à atividade terapêutica, isso quer dizer ao efeito do medicamento que também deve-se manter inalterado.

Microbiológica: refere-se à esterilidade ou a resistência ao crescimento de micro-organismos.

Toxicológica: se conseguida, ela envolve a não ocorrência do aumento de toxicidade (significa dizer, se a substância é nociva ou não ao organismo).

Os estudos de estabilidade são fundamentais para assegurar que o medicamento mantenha suas características e seu efeito terapêutico depois de sair da fábrica até a sua data de validade. Além de certificar sobre a não contaminação por micro-organismos e da não intoxicação do paciente por doses usuais descritas na bula.

Fatores que afetam os medicamentos

O que desestabiliza os medicamentos pode ser dividido em dois grupos que são os fatores intrínsecos e extrínsecos.

Os fatores intrínsecos estão relacionados ao processo de fabricação do medicamento, como: procedimentos, métodos, técnicas, equipamentos, embalagens, princípios ativos e inativos (conservantes, corantes e aromatizantes), interações entre fármacos e solventes, pH do meio, tamanho das partículas, alteração nos aspectos físicos (recipiente e grau de impurezas) e incompatibilidades, etc.

Já os fatores extrínsecos estão relacionados às condições ambientais, como: temperatura, luminosidade, umidade, condições e técnicas de armazenagem, dentre outros fatores que podem ser controlados e, principalmente, monitorados.

Boas práticas farmacêuticas

Contudo, das prateleiras para a casa do consumidor, é papel do profissional farmacêutico oferecer ao paciente/cliente as orientações apropriadas sobre como manter seus medicamentos em local adequado. Ressaltando a importância deste ambiente ter temperatura propícia para armazenamento, sem umidade e com pouca incidência de luz solar.

Armários de cozinha, por exemplo, são lugares impróprios para este tipo de finalidade por causa do aquecimento do ambiente e, em banheiros, pela umidade. Também deve-se ter cuidado com os medicamentos que necessitam ser conservados na geladeira com temperatura entre 2ºC e 8ºC – insulinas e colírios estão nesta lista, pois essa temperatura é compatível para manter a sua estabilidade.

De toda forma, é essencial destacar a necessidade de ler as informações descritas no rótulo da embalagem para evitar quaisquer danos à eficácia dos medicamentos.
E aí, tem mais alguma dúvida sobre esse assunto? Deixe aqui o seu comentário! Sua participação faz toda a diferença. E lembre-se: na hora de comprar os seus medicamentos, adquira pelo Qual Farmácia.
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