Café nosso de cada dia: mocinho ou vilão por Qual Farmácia

Café nosso de cada dia: mocinho ou vilão?

Seja para despertar durante a manhã ou no final da tarde, mantendo a energia para o trabalho ou para os estudos, o velho e bom cafezinho faz parte da rotina de grande parte dos brasileiros. O produto é tão querido no mundo todo que tem um dia só pra ele: 14 de abril. Mas o consumo do café seria recomendado para qualquer pessoa?

A nutricionista Larissa Fernandes, da NutriCoaching, afirma que não. “Há pessoas que são sensíveis aos compostos do café e, principalmente, à cafeína. Além disso, indivíduos com transtorno de ansiedade podem aumentar as crises ao introduzir um estimulante como a cafeína em seu dia”.

Benefícios X malefícios

O maior benefício do café é a sensação de bem-estar e energia, além de ser diurético e ter a capacidade de agir como antioxidante. Em resumo, os antioxidantes atuam na imunidade, no combate ao envelhecimento celular e ajudam no controle do peso e do apetite.

Já os malefícios se relacionam com as pessoas que são cardiopatas, podendo aumentar a chance de arritmias ou processos decorrentes da cardiopatia; aumentar o estado eufórico de pessoas ansiosas e hipertensas (portadores de uma doença crônica conhecida como “pressão alta”) e também os sintomas da insônia. O produto pode, ainda, causar fraqueza, enjoo e sonolência para pessoas com sensibilidade à cafeína.

Composição e consumo

coffea arabica, o grão de café mais consumido no Brasil, possui em média 14% de lipídios, que fazem com que o cheiro do café fique retido e aos poucos seja evaporado. Ele também possui minerais como o magnésio, potássio, zinco, niacina e ferro, sendo que as quantidades de minerais são muito pequenas para o volume ingerido habitualmente.

Mas sempre fica a dúvida: quantas xícaras ao máximo uma pessoa deve consumir por dia? Para Larissa, é preciso uma avaliação individual para definir isso. De forma geral, costuma ser aceitável o consumo de até 400mg de cafeína por dia, preferencialmente de forma fracionada.

Para se ter uma ideia, uma xícara de café coado tem em média 70mg de cafeína e este valor aumenta para o expresso. “Recomenda-se não ultrapassar quatro xícaras de café ao dia”, afirma a nutricionista.

Diferenças no preparo

No entanto, um assunto que pode dividir os amantes do café é o modo de preparo, que pode interferir no sabor, na textura e na qualidade. Por exemplo, o café coado quando filtrado com pó de café de qualidade, tem mais ativos antioxidantes, sabor, aromas e maiores benefícios à saúde. Bem como possui menor teor de cafeína do que as cápsulas comerciais.

De acordo com a especialista, deve-se levar em consideração também a quantidade de aromatizantes utilizados no café encapsulado e o alumínio da cápsula. A orientação é que se alterne entre café coado e café de cápsula.

Por outro lado, o café não deve ser consumido quando o indivíduo sentir-se ansioso fora do normal, caso tenha crises de insônia, inquietação, hipersensibilidade à cafeína, arritmias ou outros motivos que o médico e nutricionista identificarem.

E você, se considera um coffeeholic? Compartilhe esse artigo com seus amigos e familiares que são apaixonados por um cafezinho!

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