Amamentação: um vínculo entre mãe e bebê por Qual Farmácia

Amamentação: um vínculo entre mãe e bebê

A amamentação é um ato nobre de amor que além de possuir benefícios incontáveis tanto para a mãe quanto para o bebê, também fortalece essa relação de amor e carinho que irá se permear para sempre entre os dois.

No caso da mãe, amamentar aumenta a autoestima feminina, diminui a ansiedade, ajuda o útero a regressar para seu tamanho habitual mais depressa, evita a hemorragia após o parto e, principalmente, traz maior segurança e um sentimento de realização pessoal por conseguir cumprir um compromisso que pertence ao processo natural da maternidade.

Para o bebê, o aleitamento materno, em resumo, previne otites, alergias, doenças respiratórias, melhora o desenvolvimento mental do bebê, além de ser um alimento de fácil digestão, o que ajuda a prevenir também que o bebê tenha cólicas e doenças intestinais.

Quando o aleitamento não é opção

No entanto, também há casos em que as mães não conseguem amamentar seus filhos por diversos motivos. Por isso, sempre informo: a amamentação não é só a presença física do bebê mamando e a mãe lhe oferecendo o seio. Nesta fase, é necessário que toda mulher tenha apoio psicológico de amigos e familiares, porque também se trata de um processo de uma boa saúde mental para conseguir produzir o leite e conseguir passar por essa etapa.

Mas também existem outros fatores que podem impedir a amamentação, como alguma doença temporária ou, até mesmo, a cirurgia de mastopexia, um procedimento realizado para a redução das mamas que afeta os ductos mamários, podendo impossibilitar a produção do leite.

Nesses casos, indico sempre à procura do banco de leite para a oferta de leites maternos pasteurizados, ainda que não seja o da própria mãe, pois ele ainda será mais adequado diante dos leites artificiais. Esses são indicados em últimos casos.

Problemas comuns na amamentação

Nesse contexto, também surgem outros problemas que podem prejudicar o aleitamento. Entre os mais frequentes estão a mastite e a candidíase mamária. A mastite é uma infecção do tecido conjuntivo que rodeia o lóbulo mamário. As causas mais comuns da mastite são: fissuras do mamilo, congestão mamária e a retenção de leite. O quadro clínico se caracteriza pela dor na mama, pela congestão e irritação da pele (chamada de eritema), febre e calafrios.

Já a candidíase é uma micose bastante comum causada pelo fungo da Candida Albicans, que também pode surgir na região do mamilo e da aréola. Normalmente, ela afeta o mamilo de forma superficial, mas em casos mais severos, pode comprometer os ductos mamários. Manifestando-se pela aparição de prurido, sensação de queimação e rachadura dos mamilos, além de ficarem com uma cor avermelhada e “brilhante”.

No caso da mastite, deve-se evitar que esta infecção evolua para um abcesso mamário, para isso é necessária a realização do manejo da mastite. As indicações são: não suspender de forma alguma a amamentação (oferecer primeiro a mama comprometida), aumentar a frequência das mamadas se não houver rachaduras, esvaziamento frequente e completo das mamas através das ordenhas, utilizar compressa de água fria nas mamas. E em alguns casos é necessário o uso de medicação, para isso a recomendação é que procure um médico para que ele possa avaliar e receitar o uso de analgésicos e anti-inflamatórios.

Em relação à candidíase mamária, é preciso estar atenta pois é comum que os bebês apresentem manchinhas brancas na boca que devem ser diferenciadas das crostas de leite, pois estas são facilmente removidas com uma gaze molhada.

Como prevenção recomenda-se a troca frequente dos protetores de mamilo e manter os mamilos sempre arejados e expô-los à luz do sol por alguns minutos todos os dias. Em caso de suspeita de infecção por cândida também é necessário procurar um médico para o tratamento mais adequado que deve ser feito também com o bebê.

Verdade ou mito?

  • Existe, de fato, uma posição correta para o aleitamento.

Verdade. O bebê precisa estar corretamente posicionado para conseguir mamar. Existem várias posições que ajudam na amamentação e na pega do bebê no seio. Essas posições vão ajudar a evitar fissuras mamilares e desconforto do bebê. Em via de regra, o bebê deve estar sempre com a cabeça e o corpo alinhados e apoiados, e bracinhos livres para que o bebê se sinta confortável para mamar.

  • O leite materno é fraco.

Mito. É possível que a produção de leite materno esteja escassa por alguma razão e a mãe pode pedir ajuda de profissionais para conseguir aumentar essa produção. A regra é: quanto mais o bebê mamar, mais leite será produzido. 80% do leite é produzido enquanto o bebê esta sugando.

Por isso, nunca acredite na famosa frase: “seu leite é fraco”. Isso, definitivamente, não existe! O leite materno é feito para suprir todas as necessidades do bebê, inclusive a produção de anticorpos quando o bebê está doente.

  • O leite materno pode prevenir cólicas e alergias.

Verdade. A proteção contra infecções e alergias é impossível de ser prevenido por outros alimentos que não o leite materno. O bebê amamentado está prevenindo cólicas também, pois a pega que é feita para mamar produz um “vácuo” que evita a entrada de ar durante a mamada, evitando assim gases no bebê.

E é isso! A amamentação, sem dúvidas, é um assunto apaixonante que deve ser encarado como um ato essencial para a manutenção da saúde e do desenvolvimento dos bebês, bem como da qualidade de vida e do bem-estar maternos. Por isso, se você ainda tiver dúvidas sobre esse tema, deixe seu comentário. E aproveite para compartilhar esse texto entre os seus amigos e familiares!

Thayanne Rezende, sanitarista, consultora em aleitamento e doula em formação

Thayanne Rezende é sanitarista de formação e apaixonada pela maternidade. Passando por dificuldades na maternidade, decidiu que queria isso como trabalho. Hoje, é facilitadora do aleitamento e doula em formação.

 

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