Afinal, como funciona o mapeamento genético? por Qual Farmácia

Afinal, como funciona o mapeamento genético?

O mapeamento genético tem sido apontado como mais uma ferramenta promissora na detecção de doenças ou avaliação da predisposição para desenvolver determinadas doenças.

Entretanto, antes de recorrer a esse método, alguns detalhes devem ser frisados. Por exemplo, para realizar a análise é necessário oferecer mais detalhes sobre a vida do paciente; e, ao obter o resultado do mapeamento, ele não deve ser utilizado como a única estratégia para tomada de decisões terapêuticas. Além disso, seus dados devem ser complementados mediante aconselhamento médico.

Quer saber como funciona o mapeamento genético? Então, acompanhe o post de hoje e fique por dentro desta novidade!

Em que consiste o mapeamento genético?

Trata-se de um exame que faz uma leitura dos principais genes do indivíduo e relaciona as doenças ou complicações clínicas que são influenciadas por essas características genéticas.

A partir do mapeamento completo do genoma humano, os pesquisadores conseguem correlacionar as alterações genéticas (também chamadas de polimorfismos) a propensão ou a resistência a determinadas doenças ou medicamentos.

Esse exame já é realizado em laboratórios particulares e em algumas situações clínicas específicas pelo Sistema Único de Saúde. O procedimento consiste na obtenção de uma amostra de sangue, saliva ou outros fluídos biológicos e análise por técnicas de biologia molecular (campo de estudo em que é investigado as interações bioquímicas celulares).

Quais são as principais implicações clínicas?

O mapeamento genético de um individuo poderá fornecer informações importantes antes de iniciar um tratamento medicamentoso, ou ainda, sobre quais serão as chances de desenvolver a longo prazo doenças psiquiátricas, por exemplo.

A avaliação das alterações genéticos já foi implantada nos Estados Unidos para fazer monitoração da dosagem dos anticoagulantes orais e sua importância já tem sido relatada no caso de consumidores de medicamentos a base das estatinas (principais remédios prescritos para baixar o colesterol).

Isso porque algumas enzimas são influenciadas por essas variações genéticas e são produzidas em menor ou maior quantidade se comparado ao volume considerado normal. As consequências vão desde a modificação na ação do medicamento no organismo até as intoxicações mais severas.

Também é sabido que alguns medicamentos controlados têm ação farmacológica diferente nos indivíduos geneticamente mais sensíveis, ocasionando reações adversas ou complicações no tratamento.

Um exemplo clássico, que já é realizado no Brasil, é a identificação dos genes que adiantam o prognóstico do câncer de mama ou medicamentos antidepressivos que não farão efeito terapêutico devido à presença de alterações em alguns genes.

Quais são as vantagens dessa ferramenta?

O mapeamento genético será mais uma análise para prescrever a melhor dosagem e garantir o tratamento mais indicado para cada paciente, o que muitos pesquisadores estão denominando de medicina personalizada.

O novo método está diretamente associado à história clínica e medicamentosa, hábitos de vida e condições ambientais do paciente. Dessa forma, os profissionais de saúde que solicitarem os exames genéticos aos seus pacientes terão mais uma ferramenta para auxiliar nas intervenções terapêuticas.

Porém, é preciso ressaltar que o indivíduo que apresentar alterações genéticas não significa necessariamente que ele desenvolverá a doença. Por isso, é tão importante a presença e orientação médica na realização e avaliação desse procedimento.

Se você já conhecia o mapeamento genético e tem interesse em assuntos diferentes no mundo farmacêutico, acompanhe o blog Qual Farmácia. E aproveite para compartilhar essa novidade com seus amigos e familiares.

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